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"Sim É Sim e Não É Não, O Que Passa Disso Vem do Maligno" Um leitor não confia mais em nós a respeito da Iugoslávia porque
dissemos as coisas ‘erradas’ sobre Israel Comentários
de Jared Israel ======================================================== [ www.tenc.net
] Prezado
Jared, Você
foi uma das principais pessoas que li e admirei em 1999 e 2000 devido a
sua excelente crítica ao terrorismo de estado dos EUA e OTAN contra o
inocente povo sérvio. Agora que sei que você é um defensor do
terrorismo de estado israelense, no entanto, começo a duvidar que Miloševič
e os sérvios como nação sejam realmente tão inocentes quanto você os
retratou. Como você ignora e desculpa as atrocidades e o terrorismo de
estado israelense, você da mesma maneira provavelmente ignoraria e
desculparia as atrocidades sérvias também. Abre
os olhos, Jared. Sionismo é nazismo judeu. Ariel Sharon é um Hitler
judeu. Seu
amigo, Dave
T. ========================================================= Comentários de Jared Israel ========================================================= Prezado
Dave, Agradeço
suas palavras gentis a respeito de meu trabalho sobre a Iugoslávia. Quanto
a Israel, nós aqui no "Emperor’s Clothes" pensávamos que era o
principal responsável pelos problemas no Oriente Médio. Todavia, mudamos
de opinião. Em consequência, algumas pessoas estão bravas conosco. Começamos
a estudar o conflito árabe-israelense e o anti-semitismo na primavera
passada. Tínhamos vários motivos. Primeiro,
constatamos que a cobertura da mídia sobre a batalha em Jenin tinha um viés
contra Israel que nos lembrou a cobertura anti-sérvia da mídia na Bósnia
e no Kosovo. A mídia aceitou afirmações absurdas (que centenas ou mesmo
milhares tinham sido brutalmente assassinados, etc.) sem usar o ceticismo
do bom senso. Esta cobertura criou a impressão pública de que, em Jenin,
Golias estava massacrando David. Depois da fumaça ter se dissipado,
poucos jornais apresentavam relatórios como o seguinte: [Início de citação do Washington Times]
"Kadoura
Mousa Kadoura, diretor do movimento Fatah de Yasser Arafat no norte da
Margem Ocidental, disse ao
Washington Times na terça-feira que depois de receber um relatório feito
por quatro investigadores contratados pelos palestinos, não acredita mais
que houve um massacre no campo. Ele apresentou uma lista de 56 pessoas que
sabidamente tinham morrido em Jenin."[1]
[Fim
da citação do Washington Times] Quanto
mais pesquisávamos Jenin, mais nos dávamos conta de que a mídia estava
até mesmo ignorando informação *da imprensa árabe* que por acaso
refutava as acusações contra Israel.[2] Muitos dos ‘peritos’ citados contra Israel a
respeito de Jenin eram os mesmos antes citados pela mídia contra o Kosovo
e a Bósnia - ou mesmo contra
a Armênia em seu conflito com o Azerbaijão![3]
Isto contradizia o meu próprio ponto-de-vista, de que Israel era
simplesmente uma extensão do poderio americano. Em
segundo lugar, constatamos haver na grande mídia, especialmente na Europa
e nos países árabes, assim como em diversos websites anti-guerra e entre
críticos do governo americano, uma campanha crescente de anti-semitismo
(em outras palavras, não somente críticas às políticas do governo
israelense). Esta campanha era distribuída geograficamente e reunia
diversas linhas políticas. Pessoas com posições políticas opostas
atacavam Israel de maneira surpreendentemente semelhante. Assim,
nos EUA, alguns grupos que se autodenominam de esquerda, como a organização
A.N.S.W.E.R. e disseminadores de ódio como David Duke - o "ex" lider
do Ku Klux Klan - afirmaram que Israel era o *principal problema do
mundo*.[3a] Ambos emitiram a espantosa
acusação de que Israel era "nazista". Em abril passado, A.N.S.W.E.R
mobilizou pessoas, principalmente árabes americanos, para uma manifestação
anti-Israel em Washington, DC. Pessoas que participaram pensando que o
foco fosse globalização me disseram que a manifestação, que foi
grande, era dominada por grupos palestinos ameaçadoramente agressivos,
celebrando abertamente os homens-bomba suicidas. O único país atacado
foi Israel. Ninguém atacou os países islâmicos, talvez os mais
duramente repressivos no mundo (especialmente contra mulheres). Muitos
manifestantes traziam cartazes igualando a estrela de David à Suástica,
e tivemos informação de que o mesmo estava acontecendo na França e na
Itália. Ora, não se tratou de uma demonstração a favor da *paz*, mas sim pela vitória da OLP e pela destruição de Israel. Como respondeu a grande midia? Eles poderiam ter ignorado a demonstração (é assim que lidaram com demonstrações durante o bombardeio da Iugoslávia). Ou poderiam ter dado espaço igual ao lado oposto. O lado oposto teria dito que comparar judeus israelenses com carrascos nazistas e árabes palestinos com as vítimas judaicas dos nazistas é absurdo, pois ignora toda a história a respeito. Em primeiro lugar, os judeus eram cidadãos alemães dentre os mais respeitadores da lei, enquando o mundo árabe se organizou em torno do terror com o objetivo de destruir Israel por mais de 50 anos. Em Israel, crimes de ódio anti-árabe são reprimidos, enquanto que a mais extrema propaganda de ódio - clamando pela morte de todos os judeus - é lugar-comum na TV árabe. Em países árabes, livros nazistas são bestsellers e apoiados oficialmente, e a violência contra judeus é também oficialmente tolerada.[3b] As
políticas israelenses são assunto legítimo para análise crítica.
No entanto, parece-me totalmente absurdo retratar os palestinos
como vítimas de ataques não provocados. Afinal, eu mesmo, que tinha muita
simpatia pela OLP e achava que Israel estava
fundamentalmente errado, sabia que terroristas palestinos baseados na
Margem Ocidental e em Gaza vinham assassinando civis israelenses e árabes
partidários da paz desde o começo dos anos 1950.
Mas
a mídia nem ignorou a demonstração em Washington nem publicou as opiniões
dos dois lados; ao contrário, a demonstração teve cobertura favorável.
Como exemplo, mostro alguns textos do Washington Post de abril passado.[4] Por
que essa cobertura favorável, perguntei a mim mesmo? A menos que o
Washington Post estivesse tentando tornar esta posição de
"destrua-Israel" legítima e dominante, tal cobertura não faria
sentido algum! Na
Internet, pessoas de esquerda forjaram e fizeram circular uma entrevista
*fictícia* com Ariel Sharon em que este supostamente se vangloriava de
ser um "judeu-nazista"! Outros
fizeram circular uma citação fictícia de Sharon (de novo) em que o próprio
dizia (de novo!) que "os judeus" comandavam a América - ecos de outra
peça forjada, os "Protocolos dos Sábios de Sião."[5] Rastreei
as fontes da entrevista e da citação e descobri que eram montagens.
Quando coloquei minhas conclusões em listas de mensagens, fui acusado de
trazer coisas irrelevantes (!), ou de tentar desculpar Sharon, ou de
trabalhar para o Mossad, ou para a CIA… Claramente havia um empenho em
demonizar Sharon, de maneira que qualquer tentativa de analisar suas ações
a partir de fatos reais imediatamente marginalizava o autor, que era
tachado de "defensor de nazistas". Em
listas eletrônicas de discussão, muitas pessoas argumentavam que
simpatizavam com palestinos suicidas porque "o que mais eles podem
fazer?" Outras justificavam que se assassinasse *qualquer* cidadão
israelense por serem todos parte de um "estado opressor." Mas ninguém
nestas listas emitiu juízos tão extremos, por exemplo, a respeito da Bélgica,
cujos crimes incríveis no Congo[6]
e contra a Iugoslávia (como membro da OTAN) eram assunto público. Nem,
aliás, contra os EUA e a Inglaterra pelo que fizeram na Iugoslávia e no
Afeganistão. E quanto à Autoridade Palestina, que mata árabes pegos
vendendo terras a judeus? Na verdade, não se expressaram daquela maneira
sobre nenhum país ou organização no mundo, com exceção dos judeus
israelenses. Havia
algo errado nesse quadro? Emperor’s
Clothes reproduziu seis artigos sobre Jenin, três de cada lado. Recebemos
dúzias de mensagens furiosas, acusando-nos de ser propagandistas
israelenses - isto apesar de termos reproduzido artigos dos *dois* lados
sem comentários do editor.[7] Aparentemente não se podia nem mesmo deixar os israelenses
*falarem*! Esses ataques vieram de pessoas que se identificavam tanto com
a direita como com a esquerda. No entanto, a julgar pelos seus argumentos,
não era possível distingui-los. Além
disso, havia uma campanha para culpar Israel pelo 11/9, tanto no Ocidente
como no mundo muçulmano. Tal campanha foi lançada publicamente pelo
Major General Hamid Gul, citado em um artigo da MSNBC dois dias depois do
11/9. Gul disse que estava certo que "os judeus" fizeram o 11/9 porque
eram responsáveis por *todos* os problemas. Por que a MSNBC considerou
este lixo anti-semita digno de publicação? De acordo com esse artigo o
General Gul é: [Início de citação da MSNBC]
"...o antigo chefe do poderoso Diretório de Inteligência Inter-Serviços
(ISI) do Paquistão, seu serviço de inteligência, desempenhou um papel
chave para tornar o Afeganistão o que ele é hoje. Gul é amplamente
considerado o arquiteto da jihad afegã: o homem que, com suporte
financeiro e logístico da CIA, organizou a luta dos mujahedin contra a
União Soviética…"[8] [Fim de citaçao da MSNBC] Ao
ler isso me perguntei: por que estava a CIA demonizando os judeus? A
campanha para culpar "os judeus" pelo 11/9 começou em grande estilo -
na verdade continua a pleno vapor no mundo muçulmano e se fortalece a
cada dia como parte de uma escalada da mídia árabe contra "os
judeus". Mas esta mesma idéia foi espalhada no Ocidente também.[9] Tudo
isso nos faz pensar: Por que este súbito surto de anti-semitismo? Havia
por demais se alastrado para ser mero acaso. Esquerdistas, direitistas, a
grande mídia, a CIA… Será que os ‘establishments’ americanos,
europeus e árabes estariam revivendo o velho e eficiente recurso de usar
o anti-semitismo para cirar uma "oposição" fascista com a bandeira
de "combata o imperialismo sionista"? E com relação a Israel, uma
vez que estava claro que vínhamos obtendo informação falsa - e até
informação forjada! - tanto da grande mídia como dos ditos
progressistas, será que nós mesmos tínhamos sido enganados quanto à
situação no Oriente Médio? Começamos
então, na primavera passada, a estudar a história do conflito árabe-isralense
e a história do anti-semitismo. Quanto mais estudávamos, mais descobríamos
que nossas convicções eram falsas - no meu caso, por trinta anos! A
partir daí começamos a compartilhar com nossos leitores aquilo que
aprendemos. O
artigo de Francisco Gil-White "A Palestina é Nossa Terra e os Judeus São
Nossos Cães!"[10]
é o principal artigo que publicamos até hoje sobre o conflito árabe-israelense.
O artigo não se atém às táticas do governo israelense ou à sua política
externa. Nele é examinada a visão largamente difundida (como um amigo
solenemente me informou) de que "Israel está do lado dos ‘maus’; os
palestinos são os ‘bons’. É simples." Francisco
Gil-White examinou esta construção e descobriu que é historicamente
infundada. Publicamos sua análise, e ela te incomodou tanto, Dave, que
você disse que não confia mais em nossos textos sobre a Iugoslávia. Mas
por que uma coisa leva à outra? ========================================================= Como
Fazemos Nosso Trabalho ========================================================= Veja,
não somos seguidores de slogans. Nossa denúncia de material anti-sérvio
não se baseia em confiança cega. Baseia-se
em *fatos sobre a Iugoslávia* e em *análise comparada das mídias*. Esta
análise é possível graças a ferramentas de busca especializadas, como
o motor de busca Lexis. Elas podem percorrer milhares de novos relatórios
procurando pela presença ou ausência de frases. Isto torna a pesquisa de
padrões nas mídias *muito* mais rápida e confiável. Por exemplo,
pesquisando a viagem de Elie Wiesel à Bósnia em 1992, descobri despachos
da AP, da UPI e da BBC que contradizem flagrantemente as afirmações de
Wiesel, feitas recentemente no Tribunal da Haia, de que sua viagem de 1992
confirmava as histórias de horror publicadas sobre os sérvios. Mais
ainda, descobri que as mídias noticiosas em língua inglesa suprimiram
quase inteiramente os elementos dos despachos nos quais o então relato de
Wiesel dava margem à dúvida quanto aos sérvios serem ou não os vilões
na Iugoslávia (não que Wiesel fosse nesta época *correto* para com os sérvios
- ele foi somente *menos incorreto* que a maioria das figuras públicas do
Ocidente, e menos incorreto do que ele é hoje!). Logo
publicarei minha pesquisa sobre Wiesel. ========================================================= Fique
à Vontade para Discutir Nossos Argumentos e Nossa Lógica ========================================================= Nossa
documentação pode ser verificada quanto à precisão, pois,
diferentemente da maior parte dos jornalistas, nós citamos e nomeamos
nossas fontes. Nosso raciocínio é apresentado claramente e portanto pode
ser discutido. Mas
Dave, você não fez nenhum esforço para contestar nossos argumentos e
nossa lógica. Você simplesmente ameaçou duvidar de nós quanto à
Iugoslávia porque apresentamos uma visão diferente do Oriente Médio.
Isto reduz a análise política a um contrato negociado: você só mantém
a *nossa* posição favorita se nós mantemos a *sua*. Se nós "saímos
da linha," você nos chantageia, retirando-nos a confiança enquanto não
retornamos à "linha." Isto é tolo. A
análise política não tem utilidade se é baseada em adesão cega a uma
lista aprovada de dogmas que exclui áreas inteiras de investigação. Não
estamos interessados em ser políticamente corretos. ========================================================= Iugoslávia
- Um Excelente Teste de Integridade ========================================================= Dave,
seu padrão para confiar nos outros é a posição deles no que diz
respeito à OLP. Mas por que não o contrário? Não se poderia decidir
quanto à confiança ou não na OLP ou seus simpatizantes baseado naquilo
que eles dizem e fazem sobre a Iugoslávia? Isto
não é mera conjectura. Muitos simpatizantes da OLP espalharam mentiras
sobre os sérvios e até organizaram violência anti-sérvia. Por exemplo,
a Arábia Saudita custeou terroristas islâmicos que assassinaram sérvios
da Bósnia.[10a] Já
que também custeiam a OLP, isto não nos deveria deixar pouco à vontade
quanto à OLP? Sim, deveria. Ou
considere Noam Chomsky. É um dos principais opositores de Israel. Além
disso, muito do seu discurso público é ‘servófobo’. Em correspondência
trocada comigo, Chomsky admitiu que o ataque da OTAN contra a Iugoslávia
*exigia* que se mentisse sobre Miloševič. Mas em aparições públicas
e em artigos, Chomsky continuou a propalar mentiras anti-Miloševič.
Dada sua clara falta de integridade, não se poderia duvidar da
integridade de Chomsky quando fala da disputa árabe-judaica? Sim, se
poderia.[11]
Embora
tais *dúvidas* não constituam prova de que Chomsky esteja errado a
respeito de Israel, elas não podem ser facilmente eliminadas, Dave.
Diferentemente de seu critério do que é correto (apóie a OLP e danem-se
os fatos), *nosso* método se apóia em centenas de artigos
meticulosamente documentados. Esses artigos mostram que a mídia mentiu
sobre a Iugoslávia. Centenas de milhares de pessoas os leram mas ninguém
foi capaz de refutá-los em sua precisão factual ou lógica. Da mesma
forma ninguém foi capaz de contestar nosso video, "JULGAMENTO!", que
mostra como a mídia fabricou imagens para demonizar os sérvios da Bósnia.[12] Noam
Chomsky conhece este trabalho. Sua incapacidade de mostrar onde estamos
errados, por um lado, aliada à sua recusa de parar de atacar os sérvios,
por outro lado, significa que Chomsky não tem integridade. Quanto
ao uso da Iugoslávia como padrão de medida de integridade, aqui está um
ponto interessante: observei que os israelenses que mais se opõem a
Arafat e Cia. são os que mais criticam a política dos EUA na Iugoslávia,
enquanto que, pela minha própria experiência, israelenses que simpatizam
com a OLP também simpatizam com os servófobos secessionistas na Iugoslávia.
Neste contexto, não esqueçamos que, ao atacar os sérvios da Bósnia, o
sr. Elie Wiesel, bem como outras figuras judias bastante conhecidas,
estavam desculpando os fundamentalistas islâmicos da Bósnia, liderados
por Alija Izetbegovic. O Sr. Izetbegovic afirmou publicamente que destruir
Israel é o requisito moral nº 1 no mundo, e que qualquer judeu que diz
que Israel tem o direito de existir é inimigo. Este é o homem que Wiesel
estava apoiando! Isto revela a imensa corrupção presente nessa nova
ordem mundial… ========================================================= A
Verdade É A Verdade, Sem Adições ou Subtrações ========================================================= Dave,
você nos diz que confiaria em nós se não disséssemos o que sabemos
agora verdadeiro quanto a OLP. Outros nos dizem que confiariam em nós se
parássemos de publicar o que sabemos sobre Miloševič. E outros
ainda confiariam em nós se retirássemos nossos artigos sobre o 11/9,
mesmo cientes que estamos de que estes artigos estão corretos. Não
preparamos o que escrevemos pensando se as pessoas vão ou não gostar de
nós. Escrevemos aquilo que acreditamos ser verdadeiro. Ou se conta a
verdade ou não se conta a verdade. Um
dos maiores problemas daqueles que se opuseram à injustiça no século XX
- isto é, a Esquerda - é exatamente que muitas vezes comprometeram a
verdade que *conheciam* em nome de conveniências reais, ou de supostas
conveniências, ou de conveniências temporárias, ou de qualquer coisa.
Em outras palavras, mentiram. Por
exemplo, quando os soviéticos decidiram, por razões geopolíticas,
aliar-se aos regimes árabes, os soviéticos ajudaram estes líderes a
usar uma maquiagem ‘socialista’. Num golpe de varinha mágica, aqueles
que apoiavam o líder nazista Hajj Amin al-Husseini, o Mufti de Jerusalém,
tornaram-se marxistas-leninistas. O retrato de Hitler veio abaixo. Subiu o
de Lenin. Os
árabes e judeus de esquerda, bem como outros esquerdistas, que ainda não
tinham sido assassinados por pessoas como Gamal Abdul Nasser do Egito,
foram então instruídos pelos líderes comunistas a enaltecê-los como
heróis. Que pesadelo! E agora a história se repete em semelhante farsa.
Os soviéticos se foram e vários ‘esquerdistas’ modernos nos dizem
que os regimes árabes autoritários e os fundamentalistas islâmicos estão
liderando uma "Revolução Árabe". São os "heróis da grande luta
anti-imperialista". Ah, sim: e quem são esses imperialistas contra os
quais lutam? Como disse o Rei
Fahd da Arábia Saudita, "Israel, claro. Quem mais poderia ser?" Israel
é o principal problema do mundo, dizem Saddam Hussein e Yasser Arafat…
É esta a "grande luta anti-imperialista" ou trata-se simplesmente da
antiga (*muito* antiga por sinal!) guerra santa muçulma? Você sabe,
jihad: [Começo
de citação do Evening Standard]
"Em
1980, o Rei Fahd da Arábia Saudita definiu claramente: o que se entende
por jihad é um confronto árabe-islamico unificado e integrado no qual
alocamos todos os nossos recursos e nosso potencial espiritual, cultural,
político, material e militar numa longa e incansável ‘Guerra Santa’
contra Israel, é claro, contra quem mais poderia ser?’[13] [Fim
de citação do Evening Standard]
Recebemos
várias cartas sobre o artigo de Francisco Gil-White’s article.[14] Algumas
mostram fermento intelectual, o que é inspirador. Mas
as cartas que discordam frontalmente de Francisco são como a sua. Isto é,
repousam sobre assertivas politicamente corretas e/ou viram o mundo de
cabeça para baixo (a calúnia da Estrela-de-David-Igual-a-Suástica),
e/ou fazem ameaças. Umas poucas incluem material geral mal documentado e
mal argumentado com o qual já estamos acostumados. Outras poucas incluem
insultos e xingamentos. Mas o que *nenhuma* faz é tomar *qualquer*
das afirmações específicas do Francisco e demonstrar que os fatos não
procedem ou que a lógica está furada. Nenhuma delas. Concluo
com a seguinte observação do famoso economista John Maynard Keynes.
Criticado por mudar de posição sobre um assunto importante, Keynes
respondeu:
"Quando os fatos mudam, eu mudo minha opinião. Diga-me senhor, o que o
senhor faz?" Atenciosamente, Jared
Israel ======================================================== Precisamos de sua ajuda! ======================================================== [Para Fazer Uma Doação] O website "As Novas Roupas do Imperador" (The Emperor's New Clothes) é a fonte onde você encontra informação e análise *rigorosamente documentadas* acerca das fraudes da grande mídia no tocante à política externa dos EUA. Se você reconhece o valor de nosso trabalho de esclarecimento, por favor ajude-nos a manter-nos de pé através de uma doação voluntária. Por favor, seja o mais generoso que puder, obviamente dentro de seus limites (qualquer centavo ajuda): $25, $50, $100, $500, $1000. (Se for difícil definir o quanto vale nosso trabalho, aqui vai uma comparação útil: pela substancial desinformação de seu público, o New York Times cobra $50 por mês.) Os melhores frutos de nosso trabalho ainda estão por vir... Para
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artigos ========================================================= Notas e Leituras
Adicionais ========================================================= [1]
"O Massacre de Jenin reduzido à cifra de 56 mortos," por Paul
Martin; THE WASHINGTON TIMES [2]
O artigo "Como o semanário Al Ahram Desavisadamente Desmentiu Acusações
Anti-Israel sobre Jenin," de Jared Israel, *será publicado assim
que possível* em [3]
É muito interessante neste sentido o trabalho do Prof Derrick
Pounder, que atuou como uma espécie de demonizador viajante para a
OSCE. Outra velha favorita expulsa de Jenin foi Helena Ranta, a dita
patologista forense finlandesa (*não* é patologista; é… dentista)
que foi usada na Bósnia e no Kosovo, e que iria conduzir a investigação
médica (dental?) em Jenin… Escreverei mais sobre isto muito em
breve. JI. [3a]
*Um
Pensamento Editorial Sobre A Arabização da Esquerda* Que
o "antigo" líder da Ku Klux Klan, David Duke, chame Israel de
problema nº 1 do mundo não é surpresa. Afinal, ele é… a KKK. Ele
abertamente proclama que os EUA são dirigidos pelos "judeus", que
são aliados, é claro, daquele outro grupo diabólico, "os
negros". Não surpreende que Duke seja um hóspede freqüente em países
árabes e na mídia árabe, incluingo Al Jazira, onde ele esbraveja
contra "os judeus". Mas
a dita Esquerda é outro assunto. Qual é
a *sua* desculpa por estar obcecada com o ‘Imperialismo
Sionista’? Você sabia que enquanto lê estas palavras, forças
ligadas aos EUA, Inglaterra e Bélgica estão levando adiante uma
guerra *assassina* na África Central? *Milhões* de pessoas foram
mortas no último ataque hediondo no Congo. No entanto, a dita
Esquerda só vê o Oriente Médio (e sim, isto era verdade desde
*antes* da atual e infindável crise no Iraque! Vejam a manifestação
da A.N.S.W.E.R. no ano passado em Washington, DC). Esta
obsessão com Israel não perturba o Império Ocidental liderado pelos
EUA. Na verdade apresenta muitas vantagens. O ódio aos judeus
alimenta as chamas do fundamentalismo islâmico que a Arábia Saudita,
uma parte-chave do Império, usa para construir seu aparato
terrorista. Aumenta a força dos fundamentalistas na Ásia Central e
no Cáucaso, a qual a OTAN vem usando contra os ex-estados soviéticos.
Desloca a atenção das ações da OTAN/EUA na Ásia Central e em
outros lugares fronteiriços com a antiga União Soviética, da guerra
no Congo, da guerra na Colombia, e, claro, do julgamento de Miloševič
e dos repetidos ataques nos Balcãs. Se construir um império é um
problema, alimentar ódio a Israel é parte da solução. Quanto
ao Congo, publicamos algum material. Espero conseguir publicar mais.
Para o ensaio de Bertrand Russel sobre a matança de milhões de
congoleses naquilo que foi provavelmente o primeiro genocídio de um século
20 repleto de genocídios, veja a nota [6]. [3b]
A extensão e o extremismo do anti-semitismo na mídia e nos textos
escolares árabes são impressionantes. O conteúdo deste material não
é muito divulgado na mídia ocidental, embora o problema seja por
vezes mencionado. Isto é importante. Ouvir uma vez ou outra que há
anti-semitismo nos países árabes não é o mesmo que ler citações
dos textos escolares atuais e, o mais importante, assistir aos
programas de TV. Aqui
vão alguns links para os programas de TV: *
O artigo "Leitores
perguntam: ‘Os judeus israelenses não são expostos ao mesmo tipo
de propaganda racista que os árabes?’ Jared Israel Responde," discute um programa de TV egípcio em que um conhecido professor
de psicologia endossa o suicídio com bomba como o ponto mais alto da
experiência humana. Inclui uma tradução do texto e links ao video
RealPlayer. *
Um programa de TV egípcio mostra os efeitos da doutrinação racista
numa criança de 3 anos de idade. Eu achei este vídeo de partir o
coração. O programa de TV foi traduzido e colocado na Web por www.memri.org
Para o video RealPlayer, clique em Uma
transcrição pode ser lida em *
www.memri.org
preparou videos RealPlayer dos sermões transmitidos pela TV da
Autoridade Palestina, com legendas em inglês. Para ver alguns, clique
em Quanto
aos textos escolares, a organização sem fins lucrativos baseada em
Nova Iorque, Centro para Monitoração do Impacto da Paz (CMIP)
traduziu textos dos livros usados tanto em Israel quanto em áreas árabes,
incluindo os da Autoridade Palestina e da Síria. Observe que a
organização de apoio humanitário da ONU, UNWRA, que lida com a
educação de muitos árabes palestinos, *usa os mesmos livros
escolares que são usados nos países-anfitriões.* Portanto, por
exemplo, a UNWRA usa textos sírios na Síria. Aqui está uma pequena
parte do relatório sobre os textos sírios. [Começo de citação do
Relatório sobre os Textos Escolares Sírios] 13.
O Anti-Semitismo e o Holocausto são Justificados Os
Judeus são apresentados como a única causa para o anti-semitismo.
[Nota: esta linha e a linha acima são do CMIP. As linhas
seguintes são dos textos escolares.] ·
"...o estado
de isolamento em que viviam os judeus nas sociedades em que se
encontravam era resultado de sua arrogância para com os demais..."
(National-Socialist Education, Grade 10, pp. 89-90) "Enuncie
as razões para a raiva das nações contra os judeus nas sociedades
em que vivem." (Trabalho de Casa,
National-Socialist Education, Grade 10, p. 92) "Durante
a Segunda Guerra Mundial o nazismo perseguiu milhões de seres humanos
na Europa e em outros lugares e parte desta perseguição afetou os
judeus pelas seguintes razões: o
Porque não se
misturavam com as nações e sociedades onde viviam. o
Por causa de seu
controle e monopólio sobre o câmbio, os bancos e o financiamento
comercial. o
[Por causa de]
sua traição em relação à sua pátria, a Alemanha, porque se
colocaram a serviço dos Aliados." (National- Socialist
Education, Grade 10, p. 104) "Ele
[Hitler] se informou das condições dos judeus na Alemanha e de seu
papel em enfraquecê-la e em sua derrota na [Primeira Guerra
Mundial]... O mais importante destes princípios e idéias [nazistas
era]: ... A abolição do direito eleitoral dos judeus porque são
estrangeiros na sociedade alemã ariana, além de seu peso na derrota
alemã na [Primeira Guerra Mundial]." (História dos Tempos
Modernos, Grade 11, pt. 2, pp. 68-69) [Fim
de citação do Relatório sobre os Textos Escolares Sírios] [4]
Dois artigos do ‘Washington Post’ com alguns comentários serão
publicados *assim que possível* em [5]
Para artigos sobre "Os Protocolos de Sião", clique em [6]
A Bélgica iniciou o último século assassinando possivelmente dez
*milhões* de congoleses. É muito ser humano morto para um país
pequeno. Os crimes belgas no Congo continuaram, mas nada do que
fizeram depois se compara à matança inicial. O filósofo Bertrand
Russell escreveu sobre o sistema belga que levou a este genocídio.
Veja ‘Testemunha do Inferno’ em [7]
Os seis artigos sobre Jenin podem ser lidos em [8]
"O Preconceito no Paquistão," por Rod Nordlan em [9]
Quanto à repetida tentativa de jogar a culpa do
11/9 nos "judeus", veja a afirmação do ministro do interior
saudita, príncipe Naif. Naif está encarregado das investigações
sauditas sobre o 11/9 e também chefia o comitê que dá dinheiro às
famílias dos homens-bomba, além de também estar encarregado do
Comitê Saudita para Prevenção do Vício e Proteção da Virtude,
que espanca e prende aqueles que não aderem às regras do estilo de
vida islâmico. (Eles patrulham com longos bastões …) A afirmação
do Sr. Naif (também grafado Nayef) pode ser lida em [10]
"A Palestina é A Nossa Terra e os Judeus são Nossos Cães!" de
Francisco Gil-White pode ser lido em [10a]
Os EUA se usaram dos fundamentalistas islâmicos na Bósnia nos anos
1990 e no Afeganistão nos anos 1980. A Bósnia foi um avanço em relação
ao Afeganistão porque na Bósnia a inteligência americana conseguiu
a cooperação da Arábia Saudita e do Irã na importação e no
custeio de terroristas islâmicos (estes terroristas desempenharam
papel fundamental no esforço de guerra do lado liderado pelos EUA).
Mas na guerra anterior, no Afeganistão, somente os sauditas tiveram
papel significativo. Para
mais informações sobre a coordenação pelos EUA de atividades de
terroristas sauditas e iranianos na Bósnia, leia "Um Jogo Diabólico:
Os EUA em Sua Intimidade com Terroristas," por Nico Varkevisser em Para
uma idéia do primeiro uso de terroristas no Afeganistão nos anos
1980, veja "Washington apóia Terroristas Afegãos: Política
Deliberada" em [11]
Para ler minha correspondência com Chomsky, clique em [12]
Para ler sobre nosso video, "JULGAMENTO!" clique em [13]
Evening Standard (Londres) May 19, 1994; SECTION: Pg. 9; LENGTH: 907
words; HEADLINE: A NEW KIND OF JIHAD. [14] Visite nossa homepage em www.tenc.net Emperor's Clothes
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A liderança palestina é composta de fascistas e fundamentalistas islâmicos que em nenhum momento desistiram de sua meta de aniquilar todos os judeus no Oriente Médio.