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"Sim É Sim e Não É Não, O Que Passa Disso Vem do Maligno" -

Um leitor não confia mais em nós a respeito da Iugoslávia porque dissemos as coisas ‘erradas’ sobre Israel

Comentários de Jared Israel
[publicado em inglês em 17 Feb 2003; tradução 5 Ago 2003]

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[ www.tenc.net ]

Prezado Jared,

Você foi uma das principais pessoas que li e admirei em 1999 e 2000 devido a sua excelente crítica ao terrorismo de estado dos EUA e OTAN contra o inocente povo sérvio. Agora que sei que você é um defensor do terrorismo de estado israelense, no entanto, começo a duvidar que Miloševič e os sérvios como nação sejam realmente tão inocentes quanto você os retratou. Como você ignora e desculpa as atrocidades e o terrorismo de estado israelense, você da mesma maneira provavelmente ignoraria e desculparia as atrocidades sérvias também.

Abre os olhos, Jared. Sionismo é nazismo judeu. Ariel Sharon é um Hitler judeu.

Seu amigo,

Dave T.

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Comentários de Jared Israel

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Prezado Dave,

Agradeço suas palavras gentis a respeito de meu trabalho sobre a Iugoslávia.

Quanto a Israel, nós aqui no "Emperor’s Clothes" pensávamos que era o principal responsável pelos problemas no Oriente Médio. Todavia, mudamos de opinião. Em consequência, algumas pessoas estão bravas conosco.

Começamos a estudar o conflito árabe-israelense e o anti-semitismo na primavera passada. Tínhamos vários motivos.

Primeiro, constatamos que a cobertura da mídia sobre a batalha em Jenin tinha um viés contra Israel que nos lembrou a cobertura anti-sérvia da mídia na Bósnia e no Kosovo. A mídia aceitou afirmações absurdas (que centenas ou mesmo milhares tinham sido brutalmente assassinados, etc.) sem usar o ceticismo do bom senso. Esta cobertura criou a impressão pública de que, em Jenin, Golias estava massacrando David. Depois da fumaça ter se dissipado, poucos jornais apresentavam relatórios como o seguinte:

 [Início de citação do Washington Times]

"Kadoura Mousa Kadoura, diretor do movimento Fatah de Yasser Arafat no norte da Margem Ocidental,  disse ao Washington Times na terça-feira que depois de receber um relatório feito por quatro investigadores contratados pelos palestinos, não acredita mais que houve um massacre no campo. Ele apresentou uma lista de 56 pessoas que sabidamente tinham morrido em Jenin."[1]

[Fim da citação do Washington Times]

Quanto mais pesquisávamos Jenin, mais nos dávamos conta de que a mídia estava até mesmo ignorando informação *da imprensa árabe* que por acaso refutava as acusações contra Israel.[2] Muitos dos ‘peritos’ citados contra Israel a respeito de Jenin eram os mesmos antes citados pela mídia contra o Kosovo e  a Bósnia - ou mesmo contra a Armênia em seu conflito com o Azerbaijão![3] Isto contradizia o meu próprio ponto-de-vista, de que Israel era simplesmente uma extensão do poderio americano.

Em segundo lugar, constatamos haver na grande mídia, especialmente na Europa e nos países árabes, assim como em diversos websites anti-guerra e entre críticos do governo americano, uma campanha crescente de anti-semitismo (em outras palavras, não somente críticas às políticas do governo israelense). Esta campanha era distribuída geograficamente e reunia diversas linhas políticas. Pessoas com posições políticas opostas atacavam Israel de maneira surpreendentemente semelhante.

Assim, nos EUA, alguns grupos que se autodenominam de esquerda, como a organização A.N.S.W.E.R. e disseminadores de ódio como David Duke - o "ex" lider do Ku Klux Klan - afirmaram que Israel era o *principal problema do mundo*.[3a] Ambos emitiram a espantosa acusação de que Israel era "nazista". Em abril passado, A.N.S.W.E.R mobilizou pessoas, principalmente árabes americanos, para uma manifestação anti-Israel em Washington, DC. Pessoas que participaram pensando que o foco fosse globalização me disseram que a manifestação, que foi grande, era dominada por grupos palestinos ameaçadoramente agressivos, celebrando abertamente os homens-bomba suicidas. O único país atacado foi Israel. Ninguém atacou os países islâmicos, talvez os mais duramente repressivos no mundo (especialmente contra mulheres). Muitos manifestantes traziam cartazes igualando a estrela de David à Suástica, e tivemos informação de que o mesmo estava acontecendo na França e na Itália.

Ora, não se tratou de uma demonstração a favor da *paz*, mas sim pela vitória da OLP e pela destruição de Israel. Como respondeu a grande midia? Eles poderiam ter ignorado a demonstração (é assim que lidaram com demonstrações durante o bombardeio da Iugoslávia). Ou poderiam ter dado espaço igual ao lado oposto. O lado oposto teria dito que comparar judeus israelenses com carrascos nazistas e árabes palestinos com as vítimas judaicas dos nazistas é absurdo, pois ignora toda a história a respeito. Em primeiro lugar, os judeus eram cidadãos alemães dentre os mais respeitadores da lei, enquando o mundo árabe se organizou em torno do terror com o objetivo de destruir Israel por mais de 50 anos. Em Israel, crimes de ódio anti-árabe são reprimidos, enquanto que a mais extrema propaganda de ódio - clamando pela morte de todos os judeus - é lugar-comum na TV árabe. Em países árabes, livros nazistas são bestsellers e apoiados oficialmente, e a violência contra judeus é também oficialmente tolerada.[3b]

As políticas israelenses são assunto legítimo para análise crítica.  No entanto, parece-me totalmente absurdo retratar os palestinos como vítimas de ataques não provocados. Afinal, eu mesmo, que tinha muita simpatia pela OLP e achava que Israel estava fundamentalmente errado, sabia que terroristas palestinos baseados na Margem Ocidental e em Gaza vinham assassinando civis israelenses e árabes partidários da paz desde o começo dos anos 1950. 

Mas a mídia nem ignorou a demonstração em Washington nem publicou as opiniões dos dois lados; ao contrário, a demonstração teve cobertura favorável. Como exemplo, mostro alguns textos do Washington Post de abril passado.[4]  

Por que essa cobertura favorável, perguntei a mim mesmo? A menos que o Washington Post estivesse tentando tornar esta posição de "destrua-Israel" legítima e dominante, tal cobertura não faria sentido algum!

Na Internet, pessoas de esquerda forjaram e fizeram circular uma entrevista *fictícia* com Ariel Sharon em que este supostamente se vangloriava de ser um "judeu-nazista"!

Outros fizeram circular uma citação fictícia de Sharon (de novo) em que o próprio dizia (de novo!) que "os judeus" comandavam a América - ecos de outra peça forjada, os "Protocolos dos Sábios de Sião."[5]  

Rastreei as fontes da entrevista e da citação e descobri que eram montagens. Quando coloquei minhas conclusões em listas de mensagens, fui acusado de trazer coisas irrelevantes (!), ou de tentar desculpar Sharon, ou de trabalhar para o Mossad, ou para a CIA… Claramente havia um empenho em demonizar Sharon, de maneira que qualquer tentativa de analisar suas ações a partir de fatos reais imediatamente marginalizava o autor, que era tachado de "defensor de nazistas".

Em listas eletrônicas de discussão, muitas pessoas argumentavam que simpatizavam com palestinos suicidas porque "o que mais eles podem fazer?" Outras justificavam que se assassinasse *qualquer* cidadão israelense por serem todos parte de um "estado opressor." Mas ninguém nestas listas emitiu juízos tão extremos, por exemplo, a respeito da Bélgica, cujos crimes incríveis no Congo[6] e contra a Iugoslávia (como membro da OTAN) eram assunto público. Nem, aliás, contra os EUA e a Inglaterra pelo que fizeram na Iugoslávia e no Afeganistão. E quanto à Autoridade Palestina, que mata árabes pegos vendendo terras a judeus? Na verdade, não se expressaram daquela maneira sobre nenhum país ou organização no mundo, com exceção dos judeus israelenses.

Havia algo errado nesse quadro?

Emperor’s Clothes reproduziu seis artigos sobre Jenin, três de cada lado. Recebemos dúzias de mensagens furiosas, acusando-nos de ser propagandistas israelenses - isto apesar de termos reproduzido artigos dos *dois* lados sem comentários do editor.[7]  Aparentemente não se podia nem mesmo deixar os israelenses *falarem*! Esses ataques vieram de pessoas que se identificavam tanto com a direita como com a esquerda. No entanto, a julgar pelos seus argumentos, não era possível distingui-los.

Além disso, havia uma campanha para culpar Israel pelo 11/9, tanto no Ocidente como no mundo muçulmano. Tal campanha foi lançada publicamente pelo Major General Hamid Gul, citado em um artigo da MSNBC dois dias depois do 11/9. Gul disse que estava certo que "os judeus" fizeram o 11/9 porque eram responsáveis por *todos* os problemas. Por que a MSNBC considerou este lixo anti-semita digno de publicação? De acordo com esse artigo o General Gul é:

 [Início de citação da MSNBC]

"...o antigo chefe do poderoso Diretório de Inteligência Inter-Serviços (ISI) do Paquistão, seu serviço de inteligência, desempenhou um papel chave para tornar o Afeganistão o que ele é hoje. Gul é amplamente considerado o arquiteto da jihad afegã: o homem que, com suporte financeiro e logístico da CIA, organizou a luta dos mujahedin contra a União Soviética…"[8]

 [Fim de citaçao da MSNBC]

Ao ler isso me perguntei: por que estava a CIA demonizando os judeus?

A campanha para culpar "os judeus" pelo 11/9 começou em grande estilo - na verdade continua a pleno vapor no mundo muçulmano e se fortalece a cada dia como parte de uma escalada da mídia árabe contra "os judeus". Mas esta mesma idéia foi espalhada no Ocidente também.[9]

Tudo isso nos faz pensar: Por que este súbito surto de anti-semitismo? Havia por demais se alastrado para ser mero acaso. Esquerdistas, direitistas, a grande mídia, a CIA… Será que os ‘establishments’ americanos, europeus e árabes estariam revivendo o velho e eficiente recurso de usar o anti-semitismo para cirar uma "oposição" fascista com a bandeira de "combata o imperialismo sionista"? E com relação a Israel, uma vez que estava claro que vínhamos obtendo informação falsa - e até informação forjada! - tanto da grande mídia como dos ditos progressistas, será que nós mesmos tínhamos sido enganados quanto à situação no Oriente Médio?

Começamos então, na primavera passada, a estudar a história do conflito árabe-isralense e a história do anti-semitismo. Quanto mais estudávamos, mais descobríamos que nossas convicções eram falsas - no meu caso, por trinta anos! A partir daí começamos a compartilhar com nossos leitores aquilo que aprendemos.

O artigo de Francisco Gil-White "A Palestina é Nossa Terra e os Judeus São Nossos Cães!"[10] é o principal artigo que publicamos até hoje sobre o conflito árabe-israelense. O artigo não se atém às táticas do governo israelense ou à sua política externa. Nele é examinada a visão largamente difundida (como um amigo solenemente me informou) de que "Israel está do lado dos ‘maus’; os palestinos são os ‘bons’. É simples."

Francisco Gil-White examinou esta construção e descobriu que é historicamente infundada. Publicamos sua análise, e ela te incomodou tanto, Dave, que você disse que não confia mais em nossos textos sobre a Iugoslávia.

Mas por que uma coisa leva à outra?

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Como Fazemos Nosso Trabalho

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Veja, não somos seguidores de slogans. Nossa denúncia de material anti-sérvio não se baseia em confiança cega.

Baseia-se em *fatos sobre a Iugoslávia* e em *análise comparada das mídias*. Esta análise é possível graças a ferramentas de busca especializadas, como o motor de busca Lexis. Elas podem percorrer milhares de novos relatórios procurando pela presença ou ausência de frases. Isto torna a pesquisa de padrões nas mídias *muito* mais rápida e confiável. Por exemplo, pesquisando a viagem de Elie Wiesel à Bósnia em 1992, descobri despachos da AP, da UPI e da BBC que contradizem flagrantemente as afirmações de Wiesel, feitas recentemente no Tribunal da Haia, de que sua viagem de 1992 confirmava as histórias de horror publicadas sobre os sérvios. Mais ainda, descobri que as mídias noticiosas em língua inglesa suprimiram quase inteiramente os elementos dos despachos nos quais o então relato de Wiesel dava margem à dúvida quanto aos sérvios serem ou não os vilões na Iugoslávia (não que Wiesel fosse nesta época *correto* para com os sérvios - ele foi somente *menos incorreto* que a maioria das figuras públicas do Ocidente, e menos incorreto do que ele é hoje!).

Logo publicarei minha pesquisa sobre Wiesel.

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Fique à Vontade para Discutir Nossos Argumentos e Nossa Lógica

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Nossa documentação pode ser verificada quanto à precisão, pois, diferentemente da maior parte dos jornalistas, nós citamos e nomeamos nossas fontes. Nosso raciocínio é apresentado claramente e portanto pode ser discutido.

Mas Dave, você não fez nenhum esforço para contestar nossos argumentos e nossa lógica. Você simplesmente ameaçou duvidar de nós quanto à Iugoslávia porque apresentamos uma visão diferente do Oriente Médio. Isto reduz a análise política a um contrato negociado: você só mantém a *nossa* posição favorita se nós mantemos a *sua*. Se nós "saímos da linha," você nos chantageia, retirando-nos a confiança enquanto não retornamos à "linha." Isto é tolo.

A análise política não tem utilidade se é baseada em adesão cega a uma lista aprovada de dogmas que exclui áreas inteiras de investigação. Não estamos interessados em ser políticamente corretos.

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Iugoslávia - Um Excelente Teste de Integridade

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Dave, seu padrão para confiar nos outros é a posição deles no que diz respeito à OLP. Mas por que não o contrário? Não se poderia decidir quanto à confiança ou não na OLP ou seus simpatizantes baseado naquilo que eles dizem e fazem sobre a Iugoslávia?

Isto não é mera conjectura. Muitos simpatizantes da OLP espalharam mentiras sobre os sérvios e até organizaram violência anti-sérvia. Por exemplo, a Arábia Saudita custeou terroristas islâmicos que assassinaram sérvios da Bósnia.[10a] Já que também custeiam a OLP, isto não nos deveria deixar pouco à vontade quanto à OLP? Sim, deveria.

Ou considere Noam Chomsky. É um dos principais opositores de Israel. Além disso, muito do seu discurso público é ‘servófobo’. Em correspondência trocada comigo, Chomsky admitiu que o ataque da OTAN contra a Iugoslávia *exigia* que se mentisse sobre Miloševič. Mas em aparições públicas e em artigos, Chomsky continuou a propalar mentiras anti-Miloševič. Dada sua clara falta de integridade, não se poderia duvidar da integridade de Chomsky quando fala da disputa árabe-judaica? Sim, se poderia.[11]

Embora tais *dúvidas* não constituam prova de que Chomsky esteja errado a respeito de Israel, elas não podem ser facilmente eliminadas, Dave. Diferentemente de seu critério do que é correto (apóie a OLP e danem-se os fatos), *nosso* método se apóia em centenas de artigos meticulosamente documentados. Esses artigos mostram que a mídia mentiu sobre a Iugoslávia. Centenas de milhares de pessoas os leram mas ninguém foi capaz de refutá-los em sua precisão factual ou lógica. Da mesma forma ninguém foi capaz de contestar nosso video, "JULGAMENTO!", que mostra como a mídia fabricou imagens para demonizar os sérvios da Bósnia.[12]

Noam Chomsky conhece este trabalho. Sua incapacidade de mostrar onde estamos errados, por um lado, aliada à sua recusa de parar de atacar os sérvios, por outro lado, significa que Chomsky não tem integridade.

Quanto ao uso da Iugoslávia como padrão de medida de integridade, aqui está um ponto interessante: observei que os israelenses que mais se opõem a Arafat e Cia. são os que mais criticam a política dos EUA na Iugoslávia, enquanto que, pela minha própria experiência, israelenses que simpatizam com a OLP também simpatizam com os servófobos secessionistas na Iugoslávia. Neste contexto, não esqueçamos que, ao atacar os sérvios da Bósnia, o sr. Elie Wiesel, bem como outras figuras judias bastante conhecidas, estavam desculpando os fundamentalistas islâmicos da Bósnia, liderados por Alija Izetbegovic. O Sr. Izetbegovic afirmou publicamente que destruir Israel é o requisito moral nº 1 no mundo, e que qualquer judeu que diz que Israel tem o direito de existir é inimigo. Este é o homem que Wiesel estava apoiando! Isto revela a imensa corrupção presente nessa nova ordem mundial…

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A Verdade É A Verdade, Sem Adições ou Subtrações

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Dave, você nos diz que confiaria em nós se não disséssemos o que sabemos agora verdadeiro quanto a OLP. Outros nos dizem que confiariam em nós se parássemos de publicar o que sabemos sobre Miloševič. E outros ainda confiariam em nós se retirássemos nossos artigos sobre o 11/9, mesmo cientes que estamos de que estes artigos estão corretos.

Não preparamos o que escrevemos pensando se as pessoas vão ou não gostar de nós. Escrevemos aquilo que acreditamos ser verdadeiro. Ou se conta a verdade ou não se conta a verdade.

Um dos maiores problemas daqueles que se opuseram à injustiça no século XX - isto é, a Esquerda - é exatamente que muitas vezes comprometeram a verdade que *conheciam* em nome de conveniências reais, ou de supostas conveniências, ou de conveniências temporárias, ou de qualquer coisa. Em outras palavras, mentiram.

Por exemplo, quando os soviéticos decidiram, por razões geopolíticas, aliar-se aos regimes árabes, os soviéticos ajudaram estes líderes a usar uma maquiagem ‘socialista’. Num golpe de varinha mágica, aqueles que apoiavam o líder nazista Hajj Amin al-Husseini, o Mufti de Jerusalém, tornaram-se marxistas-leninistas. O retrato de Hitler veio abaixo. Subiu o de Lenin.

Os árabes e judeus de esquerda, bem como outros esquerdistas, que ainda não tinham sido assassinados por pessoas como Gamal Abdul Nasser do Egito, foram então instruídos pelos líderes comunistas a enaltecê-los como heróis. Que pesadelo! E agora a história se repete em semelhante farsa. Os soviéticos se foram e vários ‘esquerdistas’ modernos nos dizem que os regimes árabes autoritários e os fundamentalistas islâmicos estão liderando uma "Revolução Árabe". São os "heróis da grande luta anti-imperialista". Ah, sim: e quem são esses imperialistas contra os quais lutam?  Como disse o Rei Fahd da Arábia Saudita, "Israel, claro. Quem mais poderia ser?"

Israel é o principal problema do mundo, dizem Saddam Hussein e Yasser Arafat… É esta a "grande luta anti-imperialista" ou trata-se simplesmente da antiga (*muito* antiga por sinal!) guerra santa muçulma? Você sabe, jihad:

 [Começo de citação do Evening Standard]

"Em 1980, o Rei Fahd da Arábia Saudita definiu claramente: o que se entende por jihad é um confronto árabe-islamico unificado e integrado no qual alocamos todos os nossos recursos e nosso potencial espiritual, cultural, político, material e militar numa longa e incansável ‘Guerra Santa’ contra Israel, é claro, contra quem mais poderia ser?’[13]

[Fim de citação do Evening Standard]

Recebemos várias cartas sobre o artigo de Francisco Gil-White’s article.[14]  

Algumas mostram fermento intelectual, o que é inspirador.

Mas as cartas que discordam frontalmente de Francisco são como a sua. Isto é, repousam sobre assertivas politicamente corretas e/ou viram o mundo de cabeça para baixo (a calúnia da Estrela-de-David-Igual-a-Suástica), e/ou fazem ameaças. Umas poucas incluem material geral mal documentado e mal argumentado com o qual já estamos acostumados. Outras poucas incluem insultos e xingamentos. Mas o que *nenhuma* faz é tomar *qualquer* das afirmações específicas do Francisco e demonstrar que os fatos não procedem ou que a lógica está furada. Nenhuma delas.

Concluo com a seguinte observação do famoso economista John Maynard Keynes. Criticado por mudar de posição sobre um assunto importante, Keynes respondeu:

"Quando os fatos mudam, eu mudo minha opinião. Diga-me senhor, o que o senhor faz?"

Atenciosamente,

Jared Israel
Editor
Emperor's Clothes

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Notas e Leituras Adicionais

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[1] "O Massacre de Jenin reduzido à cifra de 56 mortos," por Paul Martin; THE WASHINGTON TIMES
http://www.washtimes.com/world/20020501-5587072.htm
 

[2] O artigo "Como o semanário Al Ahram Desavisadamente Desmentiu Acusações Anti-Israel sobre Jenin," de Jared Israel, *será publicado assim que possível* em
http://emperor.vwh.net/articles/jared/jenin-a.htm
 

[3] É muito interessante neste sentido o trabalho do Prof Derrick Pounder, que atuou como uma espécie de demonizador viajante para a OSCE. Outra velha favorita expulsa de Jenin foi Helena Ranta, a dita patologista forense finlandesa (*não* é patologista; é… dentista) que foi usada na Bósnia e no Kosovo, e que iria conduzir a investigação médica (dental?) em Jenin… Escreverei mais sobre isto muito em breve. JI.

[3a] *Um Pensamento Editorial Sobre A Arabização da Esquerda*
por Jared Israel

Que o "antigo" líder da Ku Klux Klan, David Duke, chame Israel de problema nº 1 do mundo não é surpresa. Afinal, ele é… a KKK. Ele abertamente proclama que os EUA são dirigidos pelos "judeus", que são aliados, é claro, daquele outro grupo diabólico, "os negros". Não surpreende que Duke seja um hóspede freqüente em países árabes e na mídia árabe, incluingo Al Jazira, onde ele esbraveja contra "os judeus".

Mas a dita Esquerda é outro assunto. Qual é  a *sua* desculpa por estar obcecada com o ‘Imperialismo Sionista’? Você sabia que enquanto lê estas palavras, forças ligadas aos EUA, Inglaterra e Bélgica estão levando adiante uma guerra *assassina* na África Central? *Milhões* de pessoas foram mortas no último ataque hediondo no Congo. No entanto, a dita Esquerda só vê o Oriente Médio (e sim, isto era verdade desde *antes* da atual e infindável crise no Iraque! Vejam a manifestação da A.N.S.W.E.R. no ano passado em Washington, DC).

Esta obsessão com Israel não perturba o Império Ocidental liderado pelos EUA. Na verdade apresenta muitas vantagens. O ódio aos judeus alimenta as chamas do fundamentalismo islâmico que a Arábia Saudita, uma parte-chave do Império, usa para construir seu aparato terrorista. Aumenta a força dos fundamentalistas na Ásia Central e no Cáucaso, a qual a OTAN vem usando contra os ex-estados soviéticos. Desloca a atenção das ações da OTAN/EUA na Ásia Central e em outros lugares fronteiriços com a antiga União Soviética, da guerra no Congo, da guerra na Colombia, e, claro, do julgamento de Miloševič e dos repetidos ataques nos Balcãs. Se construir um império é um problema, alimentar ódio a Israel é parte da solução.

Quanto ao Congo, publicamos algum material. Espero conseguir publicar mais. Para o ensaio de Bertrand Russel sobre a matança de milhões de congoleses naquilo que foi provavelmente o primeiro genocídio de um século 20 repleto de genocídios, veja a nota [6].

* Sobre o assassinato do presidente do Congo Laurent Kabila dois anos atrás, veja, "A Murder in Congo," em
http://emperor.vwh.net/interviews/congo.htm

* Para a situaçao atual, veja:
http://www.marekinc.com/USPolicy072801.html

* Quanto ao assustador número de mortes, vá para
http://users.erols.com/mwhite28/warstat2.htm
(Role até o final da página, até #18)

[3b] A extensão e o extremismo do anti-semitismo na mídia e nos textos escolares árabes são impressionantes. O conteúdo deste material não é muito divulgado na mídia ocidental, embora o problema seja por vezes mencionado. Isto é importante. Ouvir uma vez ou outra que há anti-semitismo nos países árabes não é o mesmo que ler citações dos textos escolares atuais e, o mais importante, assistir aos programas de TV.

Aqui vão alguns links para os programas de TV:

* O artigo "Leitores perguntam: ‘Os judeus israelenses não são expostos ao mesmo tipo de propaganda racista que os árabes?’ Jared Israel Responde," discute um programa de TV egípcio em que um conhecido professor de psicologia endossa o suicídio com bomba como o ponto mais alto da experiência humana. Inclui uma tradução do texto e links ao video RealPlayer.
http://emperor.vwh.net/letters/arabracism.htm

* Um programa de TV egípcio mostra os efeitos da doutrinação racista numa criança de 3 anos de idade. Eu achei este vídeo de partir o coração. O programa de TV foi traduzido e colocado na Web por www.memri.org  Para o video RealPlayer, clique em
http://stream.realimpact.net/rihurl.ram?file=realimpact/
memri/memri_10-30-02_01.rm

Uma transcrição pode ser lida em
http://memri.org/video/segment1_basmallah.html

* www.memri.org preparou videos RealPlayer dos sermões transmitidos pela TV da Autoridade Palestina, com legendas em inglês. Para ver alguns, clique em
http://stream.realimpact.net/rihurl.ram?file=realimpact/memri/
memri_fridaysermon_01.rm

Quanto aos textos escolares, a organização sem fins lucrativos baseada em Nova Iorque, Centro para Monitoração do Impacto da Paz (CMIP) traduziu textos dos livros usados tanto em Israel quanto em áreas árabes, incluindo os da Autoridade Palestina e da Síria. Observe que a organização de apoio humanitário da ONU, UNWRA, que lida com a educação de muitos árabes palestinos, *usa os mesmos livros escolares que são usados nos países-anfitriões.* Portanto, por exemplo, a UNWRA usa textos sírios na Síria. Aqui está uma pequena parte do relatório sobre os textos sírios.

 [Começo de citação do Relatório sobre os Textos Escolares Sírios]
http://www.edume.org/reports/6/3.htm

13. O Anti-Semitismo e o Holocausto são Justificados

Os Judeus são apresentados como a única causa para o anti-semitismo. [Nota: esta linha e a linha acima são do CMIP. As linhas seguintes são dos textos escolares.]

·         "...o estado de isolamento em que viviam os judeus nas sociedades em que se encontravam era resultado de sua arrogância para com os demais..." (National-Socialist Education, Grade 10, pp. 89-90)

"Enuncie as razões para a raiva das nações contra os judeus nas sociedades em que vivem." (Trabalho de Casa,  National-Socialist Education, Grade 10, p. 92)

"Durante a Segunda Guerra Mundial o nazismo perseguiu milhões de seres humanos na Europa e em outros lugares e parte desta perseguição afetou os judeus pelas seguintes razões:

o        Porque não se misturavam com as nações e sociedades onde viviam.

o        Por causa de seu controle e monopólio sobre o câmbio, os bancos e o financiamento comercial.

o        [Por causa de] sua traição em relação à sua pátria, a Alemanha, porque se colocaram a serviço dos Aliados." (National- Socialist Education, Grade 10, p. 104)

"Ele [Hitler] se informou das condições dos judeus na Alemanha e de seu papel em enfraquecê-la e em sua derrota na [Primeira Guerra Mundial]... O mais importante destes princípios e idéias [nazistas era]: ... A abolição do direito eleitoral dos judeus porque são estrangeiros na sociedade alemã ariana, além de seu peso na derrota alemã na [Primeira Guerra Mundial]." (História dos Tempos Modernos, Grade 11, pt. 2, pp. 68-69)

[Fim de citação do Relatório sobre os Textos Escolares Sírios]

[4] Dois artigos do ‘Washington Post’ com alguns comentários serão publicados *assim que possível* em
http://emperor.vwh.net/news/post.htm 

[5] Para artigos sobre "Os Protocolos de Sião", clique em
http://emperor.vwh.net/letters/hardball.htm#2 

[6] A Bélgica iniciou o último século assassinando possivelmente dez *milhões* de congoleses. É muito ser humano morto para um país pequeno. Os crimes belgas no Congo continuaram, mas nada do que fizeram depois se compara à matança inicial. O filósofo Bertrand Russell escreveu sobre o sistema belga que levou a este genocídio. Veja ‘Testemunha do Inferno’ em
http:\\emperors-clothes.com/analysis/russell.htm

[7] Os seis artigos sobre Jenin podem ser lidos em
http://emperor.vwh.net/indexe2002-05.htm#jenin 

[8] "O Preconceito no Paquistão," por Rod Nordlan em
http://www.msnbc.com/news/629231.asp 

[9] Quanto à repetida tentativa de jogar a culpa do 11/9 nos "judeus", veja a afirmação do ministro do interior saudita, príncipe Naif. Naif está encarregado das investigações sauditas sobre o 11/9 e também chefia o comitê que dá dinheiro às famílias dos homens-bomba, além de também estar encarregado do Comitê Saudita para Prevenção do Vício e Proteção da Virtude, que espanca e prende aqueles que não aderem às regras do estilo de vida islâmico. (Eles patrulham com longos bastões …) A afirmação do Sr. Naif (também grafado Nayef) pode ser lida em
http://www.collegiatetimes.com/newsadmin/printable.php?ID=130 

[10] "A Palestina é A Nossa Terra e os Judeus são Nossos Cães!" de Francisco Gil-White pode ser lido em
http://emperor.vwh.net/gilwhite/Israel.htm 

[10a] Os EUA se usaram dos fundamentalistas islâmicos na Bósnia nos anos 1990 e no Afeganistão nos anos 1980. A Bósnia foi um avanço em relação ao Afeganistão porque na Bósnia a inteligência americana conseguiu a cooperação da Arábia Saudita e do Irã na importação e no custeio de terroristas islâmicos (estes terroristas desempenharam papel fundamental no esforço de guerra do lado liderado pelos EUA). Mas na guerra anterior, no Afeganistão, somente os sauditas tiveram papel significativo.

Para mais informações sobre a coordenação pelos EUA de atividades de terroristas sauditas e iranianos na Bósnia, leia "Um Jogo Diabólico: Os EUA em Sua Intimidade com Terroristas," por Nico Varkevisser em
http://www.emperors-clothes.com/articles/nico/diabolic.htm#islamists

Para uma idéia do primeiro uso de terroristas no Afeganistão nos anos 1980, veja "Washington apóia Terroristas Afegãos: Política Deliberada" em
http://emperor.vwh.net/docs/anatomy.htm

[11] Para ler minha correspondência com Chomsky, clique em
http://emperor.vwh.net/analysis/revenge.htm#1 

[12] Para ler sobre nosso video, "JULGAMENTO!" clique em
http://emperor.vwh.net/Film/judge.htm 

[13] Evening Standard (Londres) May 19, 1994; SECTION: Pg. 9; LENGTH: 907 words; HEADLINE: A NEW KIND OF JIHAD.

[14] Visite nossa homepage em www.tenc.net 


Emperor's Clothes
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www.tenc.net ]

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